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domingo, 6 de novembro de 2016

DA IMPORTÂNCIA DO PERDÃO



Bom dia! Perdoar e pedir perdão aos ancestrais é uma forma de esgotar o karma familiar. Faz parte da tradição de povos orientais e indígenas.

Segundo os Vedas, existe uma hierarquia do karma que interfere na nossa vida pessoal a cada encarnação (e é o laço que forma as famílias):

1- O karma do planeta em que encarnamos ("os humanos são assim...").
2- O karma da raça em que nascemos ("Os brancos, são assim", "Os negros são assim, os índios são assim, "Os latinos são assim", "os orientais são assim", “Os imigrantes são assim...").
3- O karma da religião adotada pelo grupo ("Os protestantes são assim", "Os católicos são assim", "Os judeus são assim, "Os espíritas são assim", "etc).
4- O karma do país de nascimento ("Os brasileiros são assim", Os americanos são assim, os franceses são assim, etc...).
5 - O karma familiar ("Essa família é assim").
6- O karma pessoal!!! Isso é o que fazemos de nós!

Pensando assim, chega-se à conclusão que não só meditar, mas também examinar cuidadosamente, de preferência à noite, tudo que fizemos e pensamos e como nos sentimos durante aquele dia e fazer uma séria reflexão, nos arrependendo e pedindo a nós mesmo uma nova chance de fazer aquilo melhor de uma outra vez, que é "a parte que nos cabe neste latifúndio". Vale também observar, tentar entender e deixar para trás, sem rancores, mágoas ou ressentimos, muito menos desejo de justiça, tudo aquilo que consideramos um mal que nos foi causado, contribui e interfere positivamente no nosso Karma pessoal.

Mas também relembrar, rever, tentar entender e colocar na conjuntura emocional, temporal, social aquilo que determinou as atitudes de nossos pais, avós, parentes em geral, liberta-os de ficarem atrás de nós, nos acompanhando com seu sofrimento e tornando nossas vidas diárias ainda mais duras e difíceis!

Isso se aplica a todos a quem causamos dor: importante também é que reconheçamos os nossos erros, nos arrependamos e pedir perdão e libertá-los do desejo de que sejamos justiçados pelo karma!

Não significa ficar alienados e apáticos em relação às dores do mundo. Afinas, somos coautores da dor quando nos omitidos diante do sofrimento alheio, por que o permitimos. Mas agir sem agredir e com a intenção de impedir a dor é também uma escolha.

Não sabemos, mas, segundo algumas filosofias orientais e, não menos importante, Jung, carregamos a maldição de nossos ancestrais no sobrenome. A maldição é o karma! Daí a necessidade do pedido de perdão e a concessão do mesmo aos nossos ancestrais.

Há não só famílias, mas populações, vivendo esmagadas e prisioneiras do karma de grupo.

Muitas pessoas no consultório, me perguntam: "Mas porque eu tenho esse karma? Faço tudo direitinho, trabalho duro nisso!"

O fato é que, em muitos casos, os filhos estão colhendo os frutos semeados pelos pais, não só por si mesmos no passado.

E é lei da harmonia e do equilíbrio. Isto é o karma. Restituindo o equilíbrio antes destruído.

Então, não basta não causar sofrimento ao outro, como disse o Buda.

É preciso, também, fazer o Bem.

Mas, mesmo para fazer o Bem e não apenas ser "bonzinho", é preciso sabedoria e cuidado.

Paz a Todos Os Seres!


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